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Auto de fé

 

Manuela Amaral

Não me arrependo dos amores que tive
dos corpos de mulher por quem passei
a todos fui fiel
a todos eu amei

Não me arrependo dos dias e das noites
em que o meu corpo herói ganhou batalhas
A um palmo do umbigo eu fui primeira
a divina
a deusa

a verdadeira mulher – rival.

Amei tantas mulheres de que nem sei o nome
eu só me lembro apenas
de abraços
de pernas
de beijos
e orgasmos

E no amor que dei
e no Amor que tive
eu fui toda mulher - fui vertical

Eu fui mulher em espanto
fui mulher em espasmo
fui o canto proibido e solitário

Só tenho um itinerário: Amor-Mulher.


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 00h00
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Diante do mar

"Oh, mar, enorme mar, coração feroz
de ritmo desigual, coração mau,
eu sou mais tenra que esse pobre pau
que, prisioneiro, apodrece nas tuas vagas.

Oh, mar, dá-me a tua cólera tremenda,
eu passei a vida a perdoar,
porque entendia, mar, eu me fui dando:
"Piedade, piedade para o que mais ofenda".

Vulgaridade, vulgaridade que me acossa.
Ah, compraram-me a cidade e o homem.
Faz-me ter a tua cólera sem nome:
já me cansa esta missão de rosa.

Vês o vulgar? Esse vulgar faz-me pena,
falta-me o ar e onde falta fico.
Quem me dera não compreender, mas não posso:
é a vulgaridade que me envenena.

Empobreci porque entender aflige,
empobreci porque entender sufoca,
abençoada seja a força da rocha!
Eu tenho o coração como a espuma.

Mar, eu sonhava ser como tu és,
além nas tardes em que a minha vida
sob as horas cálidas se abria...
Ah, eu sonhava ser como tu és.

Olha para mim, aqui, pequena, miserável,
com toda a dor que me vence, com o sonho todos;
mar, dá-me, dá-me o inefável empenho
de tornar-me soberba, inacessível.

Dá-me o teu sal, o teu iodo, a tua ferocidade,
Ar do mar!... Oh, tempestade! Oh, enfado!
Pobre de mim, sou um recife
E morro, mar, sucumbo na minha pobreza.

E a minha alma é como o mar, é isso,
ah, a cidade apodrece-a engana-a;
pequena vida que dor provoca,
quem me dera libertar-me do seu peso!

Que voe o meu empenho, que voe a minha esperança...
A minha vida deve ter sido horrível,
deve ter sido uma artéria incontível
e é apenas cicatriz que sempre dói."

Alfonsina Storni


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 19h17
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Procure um amor

"Procure um amor que ofereça,
carinho capaz de apagar mágoas,
cumplicidade que resista ao tempo,
equilibrio que se sustente,
sinceridade expontânea que contagie,
que seja ombro, sempre amigo.

Procure um amor que seja alegre,
que não se esconda atrás de máscaras,
que seja fiel por não ter outro interesse,
que seja puro e até ingênuo, por ser mútuo,
que seja intenso, posto que é sempre chama,
que seja criança na intenção,
e homem feito na paixão.

Por fim, procure um amor que receba,
tudo o que você tem de melhor,
e que anda tão represado,
que apague às sombras do passado,
que se estenda como promessa,
que se ande de mãos dadas,
e não se envergonhe de si mesmo,
que seja céu, nunca inferno,
e por ser amor, que invada a alma,
posto que a alma é o grande cofre,
onde guardamos tudo o que é precioso,
tudo o que é eterno... "

Paulo Roberto Gafke


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 22h39
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Amor, pois que é palavra essencial

"Amor – pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da prórpia vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.

E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino.

Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre."

Carlos Drummond de Andrade

 


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 20h19
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Murmúrio

"Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor! "

Cecília Meireles


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 18h26
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A gota d'água

"Uma por uma,
gota por gota,
forma-se a correnteza

Busca-se o mar e, de onde vem?
Do alto... de longe ou de perto, não importa.
Importa que ela vai...
... gota a gota,
correnteza ao mar.

O mar... ele ainda está bem distante mas
Assim mesmo elas vão...
...gota a gota,
correnteza."

André Jamuns


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 16h10
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Pelo Mar

"Manhã em flor. O mar é um policromo
E imenso lago d'íris e alabastros...
À aurora é branco e ao sol, o mar é como
Um pálio imenso que caiu dos astros.

Longe, bem longe, no alvoral assomo
Ergue um navio os altanados mastros
E o Oceano dorme - alourecido pomo
Num leito irial de pérolas e nastros.

A alma da Mágoa vai pelo seu dorso,
Em sonhos geme... Um coração de corso
Geme no mar, vibra no mar, entanto,

Colma-lhe o seio a opala das esponjas...
E à noute morta choram vagas - monjas
Purificadas no cristal do pranto!"

Augusto dos Anjos


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 15h49
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A Imensidão do Mar

"Sem dúvida alguma o mar é algo que sempre fascinou o ser humano. Desde tempos imemoriais, sempre o grande desafio para o homem foi "vencer" o mar. Vã tentativa, pois o mar é invencível. Pode ser transposto, pode ser atravessado, pode ser poluído, pode ser explorado, mas vencido nunca. Quando se enfeza, nada o segura.
Recebi de uma amiga, uma pergunta interessante: Por que o MAR é tão grande? Dentro da minha lógica, respondi que NÓS é que somos pequenos ante a grandeza do mar. Ela passou-me então uma outra resposta à mesma pergunta, que lhe foi dada por um amigo.
Achei de uma profundidade tão grande, que aproveitei o embalo de estarmos falando sobre a força do mar para comentá-la. Vejam se não tenho razão:
"O mar é grande, porque se coloca um pouco abaixo do nível dos rios a fim de recebe-los".
Dentro dessa resposta que é totalmente lógica, podemos tirar uma enorme lição de humildade que nos é dada todos os dias pelo amigo Mar.
Sintam a profundidade, tanto do mar, quanto da colocação feita por essa pessoa.
Quanto mais nos dispusermos a aceitar e receber as lições que a vida nos oferece todos os dias, mais poderemos crescer interiormente, desenvolvendo nosso espírito e nossos conhecimentos.
A conclusão mais sábia que poderemos ter sobre nossos conhecimentos, é o fato de que eles nunca serão absolutos. Sempre deveremos receber novos rios para que possamos nos desenvolver tanto espiritual, como intelectualmente.
Por menor que seja o rio, sempre aumentará nosso volume. Nenhum conhecimento, por mais insignificante que pareça, deverá ser desprezado.
Muitas vezes crianças nos dizem coisas às quais não damos atenção. Por vezes são pequenos alertas sobre algo que acaba passando despercebido. Era só um riacho... mas trazia alguma coisa... um pouco mais de água para aumentar nosso volume.
O mar, portanto, é maior lição de humildade que a natureza nos oferece, pois cresceu até atingir proporções quase imensuráveis, graças as pequenas ajudas recebidas. Ele não rejeita nada. É orgulhoso de sua força e poder, mas é humilde o suficiente para aceitar as contribuições que os rios lhe trazem.
Vamos encarar a coisa sob esse prisma, passando a ver com outros olhos os pequenos favores que nos são prestados por pessoas humildes, pequenos riachos, aos quais sequer damos atenção, mas que vão nos possibilitando aumentar nosso cabedal de conhecimentos.
Por vezes escutamos coisas surpreendentes das pessoas mais inesperadas. Só para exemplificar, a título de ilustração, temos aqui na praia do Gonzaga em Santos, uma senhora, Dna. Severina que há mais de 30 anos tem um carrinho onde vende milho verde. Muita gente diz que ela "não regula", que "só fala bobagens" . Outro dia, prestando um pouco mais de atenção a ela, vi que ela tem uma filosofia de vida digna de estudos. Dentro de sua ignorância, mostrou um conhecimento profundo da vida como ela é. Foi mais um riacho... pois aproveitei muito para repensar certas coisas, certos valores...
É isso aí crianças, descobri porque amo o Mar. Não só porque faz parte do meu nome, mas sim porque é um grande exemplo de sabedoria e humildade, e justamente por isso, não se incomoda em que aproveitemos essas dicas para repensar nossa vida, aproveitando esse grande ensinamento."

Marciel Salaverry


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 16h22
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Milagre Mar

"Minha vida se resume:
Intangível mar de saldade
Profundo silêncio cardume
Que onda e sonda a verdade

Amarga vida sem teu amor
A margarida, o beija-flor
Olhar em volta e querer rumar
Volta teu olhar em mim, o teu mar!

Velar minh'alma em te amar
Meu barco a vela de chama acesa
Revela e demonstra, te natureza
Meu beija-flor, arco-íris, sol, vento, lua...

Madrugada em mim lagrimar... Milagre!
Ascende o sol, acendendo o céu
O tempo se afoga e o sol volta a morrer,
a sangrar pelo mar, reviver-me amar"

Marina Seneda


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 15h17
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O paraíso é nosso

"Nós dois, ali à beira mar,
Nós dois e a lua refletida.
Estrela no céu a brilhar
E as areias brancas pelas ondas batidas

Dois corpos rolando na areia,
Dois corpos no auge da euforia.
Mar misterioso, mar das sereias,
Mar de Netuno, mar de calmaria

Na crista das ondas, brancas espumas,
Donde barcos vão a navegar.
Navios de grande porte, pequenas escunas,
Todos buscando a um porto chegar.

Parece que o mundo,é só de nós dois,
E que um manto de estrelas cobrem nossos corpos nus.
O resto! O resto não importa pois,
O Paraiso é nosso,e, se o é, dele fizemos jus."

Ubirajara


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 15h32
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Meu blog é Destaque!

OBRIGADA PELO DESTAQUE FLÁVIA!

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O Mar

"O mar a acalentar em seus braços

Balanço eterno

Balanço pequeno

Quase à deriva

Pescador em busca de sonhos, de vida, de esperança!

Teus braços

Meus sonhos

Minha paz!

Fez frio...

Só as estrelas me acompanham

Já é noite

E é preciso tentar outra vez

O remo, a rede, o caminho incerto

Graciosas, tu brilhas

Para mim

Estou vivo

Brilhas por mim

Acalento-me na esperança de uma boa pesca

Rede é jornada ao mar

Sangue, suor e utopia

Pulsa em mim"

Teotônio Roque


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 19h24
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Meu blog é destaque!

Obrigada a essa família do Blog Entre Amigos pelo destaque!

Fique muito feliz!

Um beijo no coração de cada um!!


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 11h09
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Mar de mim

"Poetisa calada que sou
te convido a embarcar
no barquinho de papel
(o papel que me restou)

Este barco me embala
neste vício de verso
o inverso da sina
universo da rima
irremediável

Sou este barco de vela
sou quem me leva e revela
minha vida no mar
e no vício de amar

Mar salgado de gotas
que jamais se esgotam
o olhar desta rima
que sou (Marina)

Ondas de porquês
fundos de razão
Sondas de entender
o sentido da emoção
Sonhos de esconder
no sangue a correr
neste mar de coração
(que é azul e vermelho)

Me encontro no profundo
não no mundo do espelho
Afinal, minha face
não revela meu ser
e meu ser não é
só mais um a viver
na face da Terra
(Planeta de água)

Minha vida tem sentido
que não tem sentido
viver sem sentir
Um Deus
Senti que a vida sem Ti,
Senhor, é a morte.
Quando meu mar tempesta
Tenho aquele que tudo acalma
com uma palavra apenas
aconchega meu mar da alma

Encontro na minha praia
artes de dança, músia, escrita
Mas as ondas carregam de volta
às vezes orgulho, isso irrita!
Meu mar que é cheio de areia
-grãozinhos tirados da pedra-
revela à praia tal rocha
que me criou e rodeia
A rocha que é água
(a água da vida,
que absorve na areia)

Já escrevi estes versos
são versos de todo dia
pro fundo do mar eu vivo
profundo mar eu sou

Deus deu-me um mar sem fim
a cada dia meu nome é MARina
e faço valer nesta rima
este mar secreto de mim

Marina Seneda


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 20h28
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Voar

"Passamos uma vida presos,

qual pássaro em suas gaiolas!

Medo de amar,

de olhar a vida de frente...

E naquele pequeno espaço,

cantamos mossas dores e sonhos!

Muitas vezes,

as portas de nossas gaiolas de abrem...

Mas permanecemos ali,

acostumados, encolhidos as nossas vontades e sonhos!

Não tenham dúvidas amigos,

devem alçar o voô das águias,

calmo, confiante, determinado!

Amem sem medo!

brinquem um pouco com a vida! 

Não tenha medo dos rochedos e sobre eles,

estendam as suas asas corajosas de águia!

soltem-se ao vento,

e deixem-no, levá-los ao sonho!

Como a águia,

tente enxergar as pequeninas coisas a sua volta

e saber apreci-á-las,

dnado um snetindo novo a sua vida,

Não sejam passarinhos de gaiola,

mas, águias do céu!

A cada dia existe uma renovação constante,

e nunca um será como o outro...

Não há dores eternas, perdas eternas,

Há sorriso,

esperando-lhes, dias sol,

o abraço dos amigos, dos filhos e tantos sonhos lindos!

Porque a vida é um recomeçar diário de um vôo!

E gaiolas não foram feitas para os pássaros...

TÃO pouco para as ÁGUIAS!

Leonardo Boff 


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 15h25
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Vozes do mar

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca


Postado por: Estrela doce do mar salgado às 13h02
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